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Thursday 23 May 2019
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Bactéria sintética pode combater infecção hospitalar


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Variante da ‘Escherichia coli’ projetada em laboratório detecta e destrói a ‘Pseudomona aeruginosa’, que ataca pacientes com sistema imunológico fraco

Imagem de bactérias 'Psedomona aeruginosa' ampliadas 27.000 vezes. A bactéria é responsável por infecções oportunistas, que podem matar pessoas com o sistema imunológico debilitado, principalmente em hospitais

Imagem de bactérias Psedomona aeruginosa ampliadas 27.000 vezes. A bactéria é responsável por infecções oportunistas, que podem matar pessoas com o sistema imunológico debilitado, principalmente em hospitais (Latinstock)

 

Biólogos de Singapura projetaram uma bactéria sintética que detecta e destrói a Pseudomona aeruginosa, uma dos principais causadoras das infecções hospitalares. Os cientistas, que publicaram seu trabalho nesta terça-feira na revista Molecular Systems Biology, esperam que esta tecnologia sirva para desenvolver novos métodos para combater bactérias resistentes a antibióticos.

Esta é a primeira vez que uma bactéria sintética consegue detectar e eliminar um agente patogênico específico em um cultivo de laboratório, disse um dos criadores, Matthew Wook Chang, da Universidade Tecnológica Nanyang de Singapura.

Segundo Chang, o próximo passo será experimentar em animais, antes que se possam realizar testes clínicos com humanos.

Resistência — A P. aeruginosa pode causar infecções respiratórias e gastrointestinais potencialmente letais em pacientes gravemente doentes e com o sistema imunológico fraco, sobretudo em hospitais. A bactéria é cada vez mais resistente aos antibióticos, o que torna mais urgente a necessidade de novos tratamentos, afirma o estudo.

Para combatê-la, os pesquisadores desenvolveram uma variante da Escherichia coli, uma bactéria presente no intestino dos humanos, que, combinada com partes da própria P. aeruginosa, pode detectá-la e destruí-la.

Segundo seus criadores, a vantagem deste sistema em relação aos antibióticos é que permite prevenir as infecções. “Nossas bactérias projetadas podem destruir os patógenos infecciosos que penetram no intestino, inclusive antes que se produza uma infecção grave.”

(Com Agência EFE)

Reprodução de artigo da Revista Veja